sexta-feira, 28 de maio de 2010


Vítimas de uma anomalia cultural Tcheng ou cheng - palavrinhas que, por mera coincidência histórica, guardam curiosa semelhança com o nosso e singularíssimo "tchê". Estas são apenas duas das variações de nome que os chineses deram ao instrumento musical que inventaram em 2.700 a.C. Conforme a região, aquele tipo de órgão portátil tocado por sopro, também podia ser shanofouye, hoelofouye, etc. A gaita dos chineses tinha a forma de um pássaro mitológico: Fênix, considerado o Imperador das Aves. Dezoito séculos depois de inventada, a Fênix sonora dos chineses bateu asas para a Rússia. De lá, conquistou a Europa. Começando pela Alemanha. Mas foi na Áustria, já em 1822, que o vienense Cirilo Demian realizou as modificações que introduziram no invento chinês os princípios da gaita, como a conhecemos hoje: o sistema de palhetas livres, que vem a ser o aperfeiçoamento de outros instrumentos, como o oeline e o aerofone. Hoje - 4.697 anos depois da invenção da tcheng - existem três tipos básicos de acordeões, que são: o de teclados (a gaita pianada), gaita-ponto (ou duas conversas), e o bandoneon (de tamanho um pouco maior do que a gaita ponto). O instrumento consiste em duas caixas retangulares dispostas em posição vertical. ligadas entre si por um fole de cartão plissado. Dentro das caixas estão as palhetas que, acionadas pela agitação de dois tipos de teclado, emitem som pela vibração da passagem do ar que é empurrado através dos movimentos do fole. O peso dos acordeões podem variar entre dois e 16 quilos. Eles chegaram ao Brasil junto com os primeiros colonizadores europeus, vindos da Itália, país onde até hoje se fabricam as marcas de gaita mais conceituadas do mundo.O acordeão possui um recorde significativo, praticamente inédito entre os instrumentos musicais: é talvez o único cujo som original até hoje não conseguiu ser fielmente reproduzido pelos modernos sintetlzadores eletrônicos. Isto é: som de gaita, só com gaita mesmo!

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